O lucro precisa merecer o próprio nome
O mundo corporativo adora entrar em cena fantasiado de virtude. De um lado, executivos prometem crescimento, transformação e legado. Do outro, conselheiros aprovam apresentações nas quais toda despesa virou investimento, todo atraso virou aprendizado e qualquer resultado abaixo do esperado recebeu o delicado nome de “normalização operacional”. No centro do palco, o lucro é convocado como testemunha de defesa: se apareceu, a gestão foi brilhante; se sumiu, a culpa pertence ao câmbio, ao clima, ao governo, ao consumidor ou a Mercúrio retrógrado. Depois da reunião, alguém recolhe os copos de plástico e confere se a conta fechou. O placar necessário O lucro tem uma função insubstituível. Ele mostra se a organização conseguiu entregar bens ou serviços por um valor superior aos recursos consumidos para produzi-los. Parece simples porque a contabilidade, quando bem-feita, tem a elegância de transformar quilômetros de decisões em algumas linhas. Receita, custos, despesas, impostos e resultado....