A Porta Nem Sempre Leva a Algum Lugar, Mas Às Vezes Leva a Você! (por que atravessar certos portais exige mais do que um ingresso e menos do que uma selfie?)
Algumas portas não se abrem. Outras se abrem para lugar nenhum. E há aquelas que se abrem para dentro. Mas ninguém avisou que para atravessá-las seria preciso não estar de óculos escuros — mentais ou emocionais. Não me refiro à visão, veja bem. Mas ao vício do olhar superficial, distraído, treinado apenas para o que brilha. A vida, como o bom vinho e o mau investimento, revela sua verdade no fundo do copo. Aos 44 anos, quando perdi a visão, ganhei outra coisa. Não uma superação piegas nem uma iluminação mística — mas a capacidade de identificar falsos portais. Aqueles que prometem transcendência, mas entregam publicidade. Que prometem êxtase, mas vendem terapia em grupo disfarçada de planilha de autoconhecimento. São muitos. O mercado está cheio deles. Portais de alta performance, de mindset exponencial, de riqueza vibracional e outros nomes que dariam excelentes drinks em bares temáticos. Todos têm trilha sonora, taxa de inscrição, QR Code e, claro, um bônus exclusivo se você pagar...